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O lixo que se transforma e vira dinheiro.

Por Comercial

O comércio deu a força e abriu suas portas para uma campanha de arrecadação de tampinhas de garrafa. Doadas para o Lar Torres de Melo, o plástico colorido se transforma em dinheiro e ajuda nas despesas diárias

Qualquer fortalezense já presenciou calçadas tomadas por caixas, restos de tecidos, garrafas vazias e outros tipos de lixo produzidos pelo comércio. Mas tem comerciante que já percebeu o valor daquilo que está sendo descartado. E não é só valor financeiro não. Valor social, que é agregado à imagem da empresa, do bairro e da cidade.

Uma das iniciativas mais simples e que vem gerando resultados em todas as esferas é o recolhimento de tampinhas de garrafa pelas lojas da Super Rede. Os supermercados recolhem tanto as tampinhas do consumo próprio nas lanchonetes do local, como as doações trazidas por clientes comuns, que juntam em casa, no prédio, trabalho e escola. Miguel Ângelo, presidente da rede, conta que a ideia surgiu de uma outra iniciativa do grupo. “Fizemos uma campanha pelas sacolas retornáveis e durante um dia o lucro dessas sacolas vendidas foi revertida para o Lar Torres de Melo. Ao chegarmos lá vimos aquele monte de tampinhas e ficamos conhecendo a campanha”, lembra.

E é lá no Lar Torres de Melo que aquele pequeno plástico colorido começa a ganhar contornos tão importantes. A instituição que abriga 210 idosos, e faz um trabalho diário com mais 100 deles, precisa de doações para manter o sustento dos moradores de cabelos brancos e sorrisos enrugados. Mesmo com convênios governamentais, o dinheiro nunca é suficiente. Daí entram as tampinhas, que, junto com outras doações, garante o pagamento de contas como o consumo de pão, leite e outros gastos diários. De acordo com Adriana Lacerda, assistente social responsável pela campanha das tampinhas, este mês o Lar conseguiu arrecadar quatro toneladas de tampinhas, que são vendidas a R$0,80 o quilo.

Que compra as tampinhas é “seu” Mazinho, da Jabuplast, uma empresa de reciclagem. É lá na fábrica dele que as toneladas de tampinhas são lavadas, moídas, misturadas a outros resíduos e transformadas em fitilho, que serve para amarrar fardos de papel, papelão, madeira e outros materiais. Cerca de quatro a cinco quilos de tampinhas podem virar até quinze quilos de fitilho, que é vendido por R$45.

O ciclo completo é a prova de que muita coisa que vai para o lixo pode transformar a vida de muita gente, gerar renda, economia, benfeitoria social e voltar para o comércio para renovação do ciclo. Sem sujar a cidade, sem gerar mais gastos para os órgãos de limpeza, sem entupir bueiros, sem acumular sujeira e causar doenças.
SERVIÇO

Onde levar as tampinhas

As tampinhas de garrafas (produtos de higiene e limpeza também valem) podem ser descartadas tanto nas lojas da Super Rede, como nas agências da Caixa, Rádio Dom Bosco ou no próprio Lar Torres de Melo telefone: 3206.6751

FONTE: Henriette de Salvi – O POVO ONLINE

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“A parceria com a Aedi foi a melhor coisa que aconteceu nesse ano de 2010, pois desde que começamos, nossos sonhos começaram à se realizar, e os trabalhos que fazemos estão sendo vistos com mais clareza, pois diante de muitos obstáculos, nunca desistimos, sempre com a cabeça erguida continuamos, então jamais vou esquecer esta oportunidade que Deus nos deu.”

Jacinta Carvalho da Silva
Presidente Associação Coqueiral

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